terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Legado grego a nível da arquitectura. Descobre onde estão as influências.

Procura no sites abaixo indicados as influências gregas a nível da arquitectura que ainda hoje embeleza as cidades do mundo inteiro.
http://www.arquitetasabrina.com.br/blog/?tag=arte-grega


http://umolharsobreomundodasartes.blogspot.com/2010/11/arte-moderna-arte-renascentista-ou-do_15.html

http://thaa2.wordpress.com/2009/07/23/a-arquitetura-neoclassica/

http://discoveryarchi.blogspot.com/2010_10_01_archive.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_neocl%C3%A1ssica_em_Portugal

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoclassicismo

http://ultimaparada.wordpress.com/category/chile/

http://archieurb.blogspot.com/2010/03/neoclassicismo.html#comments

http://anamyself.wordpress.com/

http://www.choicetour.com.br/www/?p=420

http://br.olhares.com/monumento_na_lituania_foto2512719.html

Legado Grego

Arte Grega

A Democracia Ateniense

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Teatro grego




















O teatro grego surgiu a partir das cerimónias gregas, como as que se  ligavam ao deus Dionísio (deus do vinho e das festas). Aqui, os jovens dançavam e cantavam, oferecendo-lhe vinho. Com o tempo, este ritual começou a ganhar uma maior dimensão.
Durante o período clássico da história da Grécia (século V a.C.) foram estabelecidos os géneros do teatro: a tragédia e a comédia. Sófocles e Ésquilo e Eurípedes foram os tragediógrafos  de maior importância desta época. Aristófanes é o maior comediógrafo.
Nesta época clássica foram construídos diversos teatros ao ar livre. Eram aproveitadas montanhas e colinas de pedra para servirem de suporte para as bancadas. A acústica (propagação do som) era perfeita.  

Os actores representavam-se com máscaras e túnicas de acordo com a personagem. Muitas vezes, eram montados cenários bem decorados para dar maior realismo à encenação.

Os temas mais representados nas tragédias estavam relacionadas, problemas emocionais e psicológicos, lendas e mitos, homenagem aos deuses gregos, factos heróicos. Nas comédias fazia-se crítica social a factos da vida quotidiana e aos políticos.

Comédia ou Tragédia?

Narrador: Tróia destruída, os gregos matam todos os habitantes do sexo masculino, homens, rapazes ou meninos. Restam, apenas, algumas mulheres: as troianas. O coro recorda:




Coro ( vozes alternadas)

Era ontem.

O nosso último dia de ventura

Foi para Tróia o começo da morte.

Do alto das muralhas, nessa manhã,

Vi a praia e o mar

Desertos a perder de vista:

A frota tinha desaparecido.

Só no meio da planície, havia um grande cavalo de madeira

Com arreios de ouro cintilante.

Todo o povo troiano, em pé sobre a rocha da cidadela,

Gritava: “ A guerra acabou, foram-se embora;

- os gregos levantaram o cerco

- acabaram os nossos sofrimentos:

Colocai o ídolo de madeira na nossa Acrópole!

Consagrá-lo-emos a Pala Atena;

A nobre filha de Zeus

Que nos perdoou.”

Toda a gente gritava nas ruas.

Os velhos e as virgens,

Nas ombreiras das portas,

Perguntavam: “ Que aconteceu?”

E nós respondíamos: È a paz.”

Ataram-se cordas ao ídolo

Para o içar até ao templo de Atena.

Eu ajudei como todos.

Empurrei, puxei, esforcei-me.

O trabalho acabou ao fim do dia,

E toda a noite cantámos vitória

Ao som de flautas lídias,

E depois, uma a uma se apagaram,

Nas casas, as candeias brilhantes,

E as tochas fumegantes nas ruas.

Nós esgotados pela alegria,

Cantávamos ainda no escuro,

Em voz baixa: a paz! A paz!

Assim acabou o último dia de Tróia,

O nosso último dia de ventura!(…)



Narrador:

As mulheres troianas, entre elas a rainha Hécuba, profetisa semi-louca Cassandra e a princesa, Andrómaca, com o seu filhinho de peito, encontram-se reunidas, à espera de serem distribuídas como escravas pelos reis gregos, vencedores.

Um mensageiro, Taltíbio, é enviado a Andrómaca para lhe arrancar o filho, que os gregos não querem deixar vivo.:



(…)

Taltíbio ( vai junto de Andrómaca)

-Não me odeies.

Andrómaca:

-Porquê?

Taltíbio :

-Sou apenas um mensageiro.

Comunico-te, contrariado,

A nova decisão dos meus senhores.

Andrómaca:

-Sê claro.

Parece que tens medo de falar.

Taltíbio:

-O teu filho …

Andrómaca

-Separam-nos?

Taltíbio:

-Sim, de certa maneira…

Andrómaca:

Não teremos o mesmo senhor?

Taltíbio:

-Ele não terá senhor.

Andrómaca:

-Abandoná-lo-eis aqui?

Taltíbio:

-Queria preparar-te.

Andrómaca:

-Não quero saber dos teus escrúpulos.

Vamos, servo, despacha-te

Taltíbio:

-Vão matá-lo.

(Silêncio. Andrómaca aperta o filho contra ela e olha-o.

continua precipitadamente):

-Foi Ulisses

Disse diante da Assembleia dos Gregos:

“ Se deixarmos viver o príncipe herdeiro de Tróia,

O filho do poderoso Heitor,

Preparamos grandes trabalhos.”

A Assembleia deu-lhe razão (pausa)

Não o apertes tanto.

Dá-mo

(Ela resiste e afasta-se)

- Vá! Dá-mo.

Que podes tu fazer?

A tua cidade e o teu marido desapareceram.

Estás em nosso poder.

Será preciso que eu to arranque?

Julgas que o exército grego não é capaz

De vencer uma mulher?

Inclina-te perante as ordens,

Sê digna na desgraça.

Que será preciso fazer, ó deuses,

Para que nos dês o teu filho?

Ouve: não atraias sobre ti o ódio

Ou – quem sabe? – a vergonha.

Se irritas os militares,

Abandonarão o cadáver do teu filho aos abutres.

Se fores dócil,

Talvez te permitam enterrá-lo

E os nossos generais talvez te considerem

Com um olhar benévolo.

Andrómaca (aos soldados):

- Não lhe toqueis! Eu já o entrego

(os soldados afastam-se sem a perderem de vista)

Meu pequenino

Vais deixar-me.

Vais morrer. Sabes porquê?

O teu pai foi demasiado grande,

As suas virtudes serão a causa da tua morte.

Mentiram-me, o ano passado,

Quando me disseram que trazia no ventre

O futuro rei da Ásia

Das belas colheitas.

Dei à luz uma pobre, frágil vítima,

E dei aos gregos um mártir.

Tu choras! Agarras-te ao meu vestido

Com os dedinhos crispados,

será que adivinhas a tua sorte?

(bruscamente)

Sai da terra, Heitor, retoma a tua lança.

Massacra-os. Salva o teu filho!

(Pausa)

Ele não virá

Está morto.

Estamos sozinhos

Os dois, meu tesouro;

Não sou suficientemente forte

E não poderei resistir-lhes muito tempo.

Vão pegar em ti,

Vão lançar-te do alto das muralhas,

De cabeça para baixo. (Um grito) Ah!

(Pausa)

Corpo, corpo querido,

Tu ainda vives e cheiras tão bem!

(Beija-o)

Tinha orgulho ao dar-te o meu leite

Se eu soubesse, ter-te-ia sufocado

Com as minhas mãos

Enquanto te beijava

Beija-me,

Aperta-me muito,

Cola a tua boca à minha.

(Levanta-se)



Homens da Europa,

Vós desprezais a África e a Ásia

E chamais-nos bárbaros, creio.

Mas quando a gloríola e a cupidez

Vos lançam contra nós,

Pilhais, torturais e massacrais.

Quem são os bárbaros?

E vós Gregos, tão orgulhosos

Da vossa humanidade,

Onde estais?

Eu vos digo: nem um só de nós

Ousaria fazer a uma mãe

O que me fazeis a mim

Com a calma da boa consciência

(violentamente)

Bárbaros! Bárbaros!

Matais o meu filho por causa de uma prostituta.

( os soldados arrancam-lhe o filho)

Que vergonha para mim: não ter forças para

Proteger o meu filho

Maldito sejam os filhos de Ulisses.



Taltíbio (para os soldados):

- Levai-o. Vou ter convosco às muralhas.

(para si mesmo)

Missão verdadeiramente desagradável!

Bem ma podiam ter poupado.

Eu tenho coração.

Enfim é a guerra! (…)



Eurípedes, As Troianas

Tragédia ou comédia?

Agora, depois de saberes o que retratava o teatro grego, vou propôr-te um desafio. Lê o texto seguinte e classifica-o como comédia ou tragédia.


Salsicheiro


Mas, diga-me uma coisa: como é que eu, um salsicheiro, vou me tornar um político, um líder?



Primeiro Escravo (general Demóstenes)

Mas é precisamente nisso que está a sua grandeza: em você ser um canalha, um vagabundo, um ser inferior!



Salsicheiro

Pois eu não me julgo digno de tamanho poder!



Primeiro Escravo (general Demóstenes)

Ai, ai, ai, ai, ai, ai! O que é que te faz dizer que não te achas digno? Está parecendo para mim que tens alguma coisa de bom a pesar-te na consciência. Serás tu filho de boa família?



Salsicheiro

Nem de sombra! De patifes, mais nada!



Primeiro Escravo (general Demóstenes)

Homem ditoso! Que sorte a sua! Tens todas as qualidades para a vida pública!


Salsicheiro

Mas, meu caro amigo, instrução não tenho nenhuma. Conheço as primeiras letras e, mesmo estas, mal e porcamente!



Primeiro Escravo (general Demóstenes)

Isso não é problema! Que as conheças mal e porcamente! A política não é assunto para gente culta e de bons princípios: é para ignorantes e velhacos!

Aristófanes, “Os cavaleiros”