quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Grécia e Roma - Revisões para o teste


Cultura Grega


Características do Teatro

Um dos espetáculos preferidos dos Gregos era o Teatro. O teatro nasceu associado ao culto do Deus Dionísio. As peças eram representadas no teatro, espaço semi-circular.Todos os papéis eram representados por homens que usavam máscaras, para se caracterizarem e amplificarem voz. Calçavam uns sapatos de salto alto, os “ coturnos “, para ficarem maiores.


Havia dois géneros de representações teatrais:
- a Tragédia que era normalmente inspirada mas histórias dos heróis e retratava o sofrimento do Homem, vítima do próprio destino, levando o espetador a refletir sobre a sua própria vida.
Mostravam que o Homem está sujeito ao Destino e é sempre castigado pelos seus crimes.
Autores:
Sófocles; Ésquilo e Eurípedes.
Cena de uma tragédia: “Édipo-Rei”:

“Édipo, filho dos reis de Tebas, fora abandonado pelos pais, porque os oráculos prediziam que ele viria a matar o pai e a casar com a própria mãe, tornando-se assim r ei de Tebas. Um servo salvou a vida da criança, que cresceu longe daquela cidade, ignorando a sua origem. Anos mais tarde, Édipo veio parar a Tebas e as previsões do oráculo cumpriram-se.
O Mensageiro (dirigindo-se ao servo) – Vamos, fala. Lembras-te de me ter dado um menino para eu criar como se fosse meu?
O Servo – Que há? Porque me interrogas assim?
O Mensageiro (apontando para Édipo) – Eis aqui, amigo, o menino desse tempo.
O Servo – Que desgraça vais provocar! Vê se te calas!
Édipo – Onde foste buscar essa criança? Era tua ou de outra pessoa?
O Servo – Não era minha; tinha-a recebido de alguém
Édipo – De que cidadão? De que casa? […]
O Servo – Era um menino do palácio do rei Laio.
Édipo – Era um escravo ou pertencia à família de Laio?
O Servo – Ó deuses! É a coisa mais horrível para mim!
Édipo – E para mim também. Mas tenho de ouvi-la.
O Servo – Dizia-se que era filho de Laio. Mas tua mulher que está no palácio poderá explicar muito melhor como tudo se passou.
Édipo – Foi ela própria que te entregou a criança?
O Servo – Foi ela, ó Rei.
Édipo – Com que intenção?
O Servo – Para eu a matar.
Édipo – Ela! A mãe! Ó desgraçada!
O Servo – Temia oráculos terríveis!
Édipo – Que oráculos?
O Servo – Estava predestinado que mataria seus pais.
Édipo – Porque a deste a este velho?
O Servo – Tive pena, Senhor. Julguei que levaria a criança para terras estranhas. Mas salvou-a para grandes desgraças. Se eras tu, fica sabendo que és bem infeliz.
Édipo – Ai de mim! Ai de mim! Tudo é claro agora! Ó luz do dia, vejo-te pela última vez, eu que nasci de quem não devia nascer, que me casei com quem não devia casar-me e matei quem não devia matar!
O Coro – Ó geração dos mortais, a vossa vida nada é a meus olhos. A maior felicidade para um homem é a de parecer feliz e de logo morrer. Vejo o teu destino, a tua sorte, infeliz Édipo, e afirmo que não há felicidade para os mortais.
Levaste o teu desejo além de tudo e couberam-te esplêndidas riquezas. […] Fizeram-te rei, revestiram-te de altíssimas honras e és chefe da grande Tebas.
E agora quem é mais desgraçado do que tu? A quem lançaram as mudanças da vida em desastres mais terríveis? […]
O Arauto (vindo do palácio) – Ó vós que sois os homens mais honrados desta terra, que lamentos ireis soltar com o que ides saber e ver! […] Jocasta morreu.
O Coro – Oh, desgraçada! E qual foi a causa da morte?
O Arauto – Ela própria. […] Cheia de desespero, foi direita ao quarto, arrancando os cabelos com as mãos; e, depois de entrar, fechou violentamente as portas por dentro. […] Édipo precipitou-se atrás dela […]. Com gritos medonhos, atirou-se de encontro às portas, arrancou os batentes dos gonzos e lançou-se no quarto onde viu sua mulher suspensa da corda que a estrangulava. […] Então, passou-se uma coisa terrível: [feriu violentamente] os olhos, dizendo que não mais veriam os males que sofrera e as desgraças que tinha causado. […] A desgraça não caiu apenas sobre um dos esposos; os dois uniram os seus males. Tiveram de facto uma felicidade verdadeira, em outros tempos. Hoje, porém, nada falta em desventura, lamentos e desastres, mortes e desonras.”
                                                         Sófocles, Édipo-Rei



A Comédia retratava com humor temas da vida quotidiana, eram sátiras que criticavam os costumes.
 Neste género, destacou-se o autor Aristófanes.


    “Salsicheiro:
Mas, diga-me uma coisa: como é que eu, um salsicheiro, me vou tornar um político, um líder?

 Primeiro Escravo (general Demóstenes):
Mas é precisamente nisso que está a sua grandeza: em você ser um canalha, um vagabundo, um ser inferior!

Salsicheiro:
Pois eu não me julgo digno de tamanho poder!

Primeiro Escravo (general Demóstenes):
Ai, ai, ai, ai, ai, ai! O que é que te faz dizer que não te achas digno? Estás me parecendo que tens alguma coisa de bom a pesar-te na consciência. Serás tu filho de boa família?
Salsicheiro:
Nem de sombra! De patifes, mais nada!

Primeiro Escravo (general Demóstenes):
Homem ditoso! Que sorte a tua! Tens todas as qualidades para a vida pública!

Salsicheiro:
Mas, meu caro amigo, instrução não tenho nenhuma. Conheço as primeiras letras e, mesmo estas, mal e porcamente!

Primeiro Escravo (general Demóstenes):
Isso não é problema! Que as conheças mal e porcamente! A política não é assunto para gente culta e de bons princípios: é para ignorantes e velhacos!”
                                                                               Aristófanes, Rei Édipo

Jogos Olímpicos

A religião está relacionada com os Jogos Olímpicos porque estes nasceram em Olímpia, em honra do deus Zeus. As guerras eram suspensas durante os Jogos para que todos os Gregos participassem, criando um laço de união entre todos os gregos.
Realizavam-se várias provas, sendo o pentatlo a mais importante. O vencedor era coroado e era erigida uma estátua erguida em seu nome

Arte Grega

A arte grega atingiu o apogeu nos séculos V e IV a. C. – período clássico.
 O que caracteriza a arte clássica é a HARMONIA e o EQUILÍBRIO.
A arquitetura obedecia a três Ordens: Dórica; Jónica  e Coríntia.





ORDEM DÓRICA – mais sóbria e severa.

ORDEM JÓNICA – mais rica de ornamentação
ORDEM CORÍNTIA – é uma variante da ordem jónica, que se distingue apenas pela decoração do capitel.


Faz a legenda da figura:

Indica a ordem de cada um dos edifícios. Justifica.



A ARQUITETURA grega tinha as seguintes características:


Simplicidade e elegância
 Harmonia
 Cuidado com detalhes
 Ordem Dórica; Jónica e Coríntia

ESCULTURA
A escultura tem um profundo sentido HUMANISTA, isto é, valoriza e enaltece o HOMEM.
Apresenta beleza ideal; Harmonia e proporção; Serenidade e calma; simplicidade e elegância; naturalidade; movimento.

PINTURA
Nos vasos produzidos no século VI a.C., destacam-se as figuras negras sobre o fundo vermelho.
A partir do século V a. C., a pintura das figuras em tons de vermelho ou dourados, sobre fundo negro, permitiu realçar o brilho do desenho.

Os  vasos de cerâmica representam cenas mitológicas e da vida quotidiana

No séc. V, IV a. C, as obras alcançaram tal perfeição que se tornaram um modelo para muitos artistas de outras épocas.

A arte, em geral, alcançou com os Gregos grande perfeição e harmonia.
 Nos templos, os Gregos utilizaram três ordens: a ordem dórica, a jónica e a coríntia.
 Nas encostas dos montes, construíram belos anfiteatros.
 Na escultura, de grande perfeição, a figura humana é o tema central.
 Na pintura executada, sobretudo, em vasos de cerâmica constitui uma fonte preciosa para o estudo da civilização helénica.

A civilização grega influenciou o mundo Ocidental

Os gregos ampliaram o alfabeto Fenício, passando-os, depois aos romanos

Divulgaram a moeda

Atenas foi o berço da democracia

O Culto de Dionísio - originou o teatro

Grécia – origem da filosofia ( amigo da sabedoria)

Grécia – origem da História: Heródoto; Tucídides.

Grécia – origem da Oratória  - arte de bem falar e convencer

Ideal de vida: "mente  sã num corpo são". Desenvolveu um sistema de educação integral e equilibrado, baseado no desenvolvimento da parte intelectual, física e espiritual do ser humano. Ainda hoje influencia os sistemas educativos ocidentais

Grécia criou os Jogos Olímpicos, em honra do deus Zeus.

Arte grega – um equilíbrio sempre repetido.



Roma – de lugar a superpotência








Cronologia da Civilização romana




Lenda da fundação de Roma









Formação de Roma





Roma - de lugar a grande potência 




























A Sociedade Romana





IMPERADOR







Ordem Senatorial



Ordem equestre



Não privilegiados







Não livres

























 ECONOMIA ROMANA

























ROMANIZAÇÃO






Língua latina




Arquitetura – pontes, aquedutos, estradas, templos, termas, teatros, edifícios públicos
Desenvolvimento urbano (Olissipo =Lisbos; Bracara Augusta =Braga; Emerita Augusta=Mérida).




Como é que os povos dominados foram integrados no Império?



















quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Revisões para o teste: Egito e Grécia

 EGITO



Localização do Egito





Os egípcios acreditavam na imortalidade da alma e na vida depois da morte.
Acreditavam que a alma seria julgada no Tribunal de Osíris e, se merecesse, receberia como recompensa a vida eterna.



Era necessário que o corpo se mantivesse conservado e, por isso, os egípcios mumificavam os corpos.
As múmias eram colocadas em sarcófagos


Os órgãos eram depositados nos vasos canopos, exceto o coração.
Para os faraós e sua família foram construídos túmulos funerários grandiosos –as mastabas; as pirâmides e hipogeus - com o objetivo de servirem de morada para a vida eterna.

  
Como adoravam vários deuses, eram politeístas, construíam templos para os adorarem.
Os deuses tinham características humanas e animais.




A nível das artes, os Egípcios destacaram-se na arquitetura; escultura e pintura

Arquitetura
 Os Egípcios construíram, sobretudo, túmulos (mastabas, pirâmides e hipogeus), devido à sua crença para além da morte e templos para adorarem os seus deuses
Os templos eram grandiosos e suportados por enormes colunas.


                                 

                                 Pirâmide

                                      Hipogeu - túmulo escavado na rocha

A escultura representava, sobretudo deuses, o Faraó que era, também, considerado um deus e a família real ou pessoas importantes como o escriba. As figuras eram, em geral, representadas em pé ou sentados, de forma rídida.
O Faraó era representado em tamanho maior do que os outros.



A pintura obedecia à lei da frontalidade: os membros eram representados de lado; corpo de frente e cabeça de lado com um olho que nos olha de frente.






A escultura e a pintura destinavam-se em grande parte à decoração dos túmulos e templos.

  

 CIVILIZAÇÃO GREGA     

Localização geográfica





    A Grécia é constituída  por um  território montanhoso e árido com falta de terrenos férteis, mas rico em cursos de água e costa muito recortada. No mar Egeu possui inúmeras ilhas.
    As montanhas e a divisão do território em ilhas contribuiu para a formação de cidades-estado independentes, com governo e leis próprias, mas que tinham em comum a língua e a religião. Todas participavam nos Jogos Olímpicos instituídos em Olímpia em honra de Zeus.
        



                                                                               
Em Atenas, Clístenes e Péricles, no séc V a. C., promoveram a participação de todos os cidadãos na vida da pólis.
O governo democrático de Péricles foi de tal forma marcante que o século em que viveu, o quinto a. C., se denomina de  “Século de Péricles”.
Todos os cidadãos podiam participar nos órgãos políticos da pólis – Democracia Direta.
Os cidadãos eram escolhidos por sorteio ou eleição.
Na colina da Pnix, três ou quatro vezes por mês, era hasteada a bandeira a convocar os cidadãos para a Assembleia  a fim de discutirem e aprovarem as leis, elaboradas pela Bulé.
Na colina do Areópago funcionava o Tribunal que decidia da pena de morte.

Eram cidadãos os indivíduos de sexo masculino, maiores de 18 anos, com serviço militar cumprido, filho de pai e mãe ateniense. Tinham o direito e o dever de participar no governo da polis. Só eles podiam possuir propriedades, não estando sujeitas a impostos. Tinham o dever de cumprir o serviço militar.




Que imperfeições tinha a democracia ateniense?
As mulheres não podiam participar na vida política. Cabia-lhes educar os filhos e gerir a casa.
Viviam na dependência de pais e maridos. Permaneciam, grande parte do tempo, na parte feminina da casa – o Gineceu.
Os Metecos eram os estrangeiros residentes em Atenas. Não podiam participar na vida da sua cidade. Dedicavam-se ao comércio e ao artesanato, chegando a acumular grandes fortunas. Tinham o dever de cumprir o serviço militar e de pagar impostos.
Os escravos não tinham nenhuns direitos.
Havia ostracismo (exílio)
Condenação à morte.
Atenas tentou dominar outras cidades e fundou a Liga de Delos, ou seja, foi imperialista.